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<livro>
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<autor>LONDON, Jack</autor>
<titulo>Memórias de um alcoólico. John Barleycorn</titulo>
<editor>Antígona</editor>
<ano>2001</ano>
<resumo>
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Para já, como autobiografia, este relato tem um bom protagonista: a pessoa fantástica que foi Jack London &#8212; o destemor, a obstinação, a resistência física, o orgulho, a inteligência, a aventura são ele. Afinal, como se London abrisse o capote e dele saíssem todas as personagens da suas obras. Mas este livro (que não foi originalmente publicado como tal, mas num periódico, em fascículos) é o relato de todas as etapas que conduzirão um não alcoólico, Jack London, (cuja química corporal nunca clamou por bebidas alcoólicas) a submeter-se a John Barleycorn (a personificação do álcool).
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<para>
Beber não é, durante muito tempo, um acto voluntário, é uma imposição, é a prova de masculinidade e o único ponto de encontro da solidariedade humana. Todos bebem; bebe-se por tudo; as lembranças das grandes bebedeiras dão mais prazer que as de todos os demais feitos, verdadeiramente heróicos. John Barleycorn está em todo o lado e obriga os homens mais valorosos (porque os medíocres ele não ataca) a fazerem cenas ridículas, selváticas, assassinas, suicidárias. Entretanto, os sentimentos gloriosos, o brilhantismo das ideias, os poderes ilimitados &#8212; tudo isso John Barleycorn vai dando e é por aí que ele é mais condenável.
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<para>
Curiosamente, até muito tarde, London, quando não tinha de beber, não bebia. Até ao dia em que teve o apelo cerebral para se embebedar &#8212; é aí que deixa de recear John Barleycorn. O trajecto final estava traçado: beber sozinho, todos os dias, cada vez mais amiúde &#8212; por razão nenhuma, simplesmente pela longa convivência com o álcool: por todos os cantos do mundo, todos os encontros se tinham feito com grandes bebedeiras e não podia ter sido de outra maneira &#8212; só aqui se fixa a moralidade desta narrativa.
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No fim, Jack London mente, notória e impressionantemente, quando diz que continuará a beber sem se deixar cair no pessimismo céptico que lhe andou a soprar ao ouvido, insistindo que a vida é uma mentira louca. Um par de anos adiante, matar-se-ia.
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</resumo>
</livro>

<livro>
<imagem name="src">imgs_livros/viagem-ao-tibete.jpg</imagem>
<autor>DAVID-NÉEL, Alexandra</autor>
<titulo>Viagem ao Tibete</titulo>
<editor>Civilização Editora</editor>
<ano>1998</ano>
<resumo>
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Podemos dizer deste livro o mesmo que Torga, sobre os relatos de naufrágios do séc. XVI: "basta contá-los ao natural para ficar logo uma obra-prima".
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Uma parisiense, orientalista, conhecedora, por experiência de outras estadas, dos dialectos, da geografia, dos hábitos, da cultura e da religião (lamaísta) do Tibete, decide, por vingança, meter-se a caminhos de Lhassa, a capital, o coração do território proibido aos estrangeiros (estamos em 1920). Disfarçada de peregrina, Alexandra, "a mulher das solas de vento", enfarrusca a cara com carvão, pinta os cabelos com tinta-da-china e penetra no "País das Neves" com o seu filho adoptivo, o lama Younden. A busca de trilhos, o jejum, as noites ao relento, as temperaturas negativíssimas, as passagem pelos rios pendurados por cordas, o ludíbrio dos ladrões, as refeições de carne podre e (maior perigo!) o medo de ser reconhecida só têm um contrapeso: o deslumbramento do olhar: "Olhámos para este espectáculo extraordinário, mudos, extasiados, prontos a crer que atingíramos os limites do mundo dos humanos, e que nos encontrávamos no patamar do dos génios."
</para>
</resumo>
</livro>

<livro>
<imagem name="src">imgs_livros/going-to-the-wars.jpg</imagem>
<autor>HASTINGS, Max</autor>
<titulo>Going to the Wars</titulo>
<editor>Pan Books</editor>
<ano>2000</ano>
<resumo>
<para>
Um grande repórter de guerra conta o que viu e viveu, por dentro de alguns dos maiores conflitos mundiais das últimas décadas. É um livro de memórias onde tanto encontramos aventura, como análise política e social das acções de guerra, como as tricas do meio jornalístico e editorial.
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<para>
Está escrito com sobriedade e humor; sem fanfarronices:
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&#8212; "Of course, I have often been frightened and run away".
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</resumo>
</livro>

</biblioteca>
